Sem fraldas !!!!  (Guilherme - Terceiro Ano) escrito em quinta 10 maio 2012 06:17

Estou muito sem tempo, mas tinha que vir aqui registrar esse marco na vida do Guilherme... Finalmente, aos 3 anos e 5 meses (exatamente, ele completou ontem), ele está totalmente desfraldado.

Desde muito cedo, acho que com menos de 2 anos, ele não fazia mais xixi à noite, sua fralda sempre amanhecia seca,  mas ele insistia que queria dormir de fralda, acho que é porque era acostumado, ou tinha medo de fazer, não sei, mas de uns dias para cá vem dormindo de cueca e até agora não tivemos nenhum "acidente".

Já o cocô era um outro problema, ele passou a fazer o xixi no penico ou no vaso com uns 2 anos e meio e até que não foi muito difícil de convencê-lo, foram muitos xixis na roupa, mas nunca tivemos um "acidente" fora de casa, graças a Deus. Mas o cocô... ele simplesmente não conseguia fazer se não fosse na fralda. Quando estava com vontade ele vinha e pedia pra colocar a fralda, eu tentava convencê-lo a fazer no vaso ou no penico, mas ele chegava a ficar com raiva e não aceitava de jeito nenhum.

Depois de vários meses tentando, a Luisa nasceu e aí eu deixei para lá, deixei ele fazendo o seu cocô na fralda mesmo, quando saíamos eu sempre levava uma fralda na bolsa e pronto, resolvido. No carnaval desse ano, tive uma idéia a la Super Nanny e criei um quadro de recompensa. Fiz junto com ele um papel azul bem bonito todo trabalhado com meus perfuradores e alguns adesivos de sapinhos (que ele adora), aí fizemos 10 quadradinhos e escrevi os números do 1 ao 10 com cola com glitter, ficou lindo. Aí colocamos em um porta retratos daqueles de imãs, a cada cocô que ele fizesse no vaso, ganharia um imã em um número, quando chegasse ao 10, ganharia um presente.

Eu tentei convencê-lo de que seria legal ganhar um presente, mas não teve jeito, ele não queria de jeito nenhum fazer o cocô no vaso. Um dia fomos comprar um presente de aniversário e ele queria um presente igual ao que estavamos comprando, era uma latona gigante cheia de massinhas e de peças para brincar, eu tive a idéia de comprar pra ele e essa lata seria o prêmio se ele completasse o quadro. Coloquei a lata no meu armário e vez por outra eu mostrava para ele, ele ficava todo empolgado e eu via que ele tentava mesmo fazer o cocô no vaso, mas desistia e pedia a fralda, dava até pena.

Ontem, finalmente, sem ninguém falar nada, ele disse "Mamãe, eu já sou uma criança grande, então vou fazer o cocô no vaso", foi lá e fez, simples assim... Claro que depois fizemos o maior alarde para comemorar e colocamos o imã no número 1 do quadro, tiramos foto com o quadro e tudo (depois coloco aqui), ele ficou muito feliz e já está ansioso para fazer de novo hoje, tanto que já queria tentar hoje pela manhã. Acho que agora ele vai chegar rapidinho no número 10.

Guilherme está deixando de ser bebê, agora já é um rapazinho, muito inteligente, sapeca, meigo, carinhoso e ótimo irmão mais velho.

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Pituxa, ex-paquita, tb tem Esclerose Multipla  escrito em sexta 04 maio 2012 14:15

Hoje estava passeando pela internet, fazendo umas pesquisas pra minha monografia e acabei colocando esclerose multipla no google e saiu uma entrevista na Rede TV com a Luise Wischermann, ex-paquita da Xuxa, mais conhecida como pituxa, falando sobre a luta para conseguir a guarda de seu filho Oliver e também sobre o diagnóstico de Esclerose Múltipla. Adorei a entrevista e resolvi postar o link aqui, são 3 partes, essa é a primeira:

http://www.redetv.com.br/video.aspx?124,28,245954.

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Tempo, tempo, tempo, tempo...  (Luisa - Primeiro Ano) escrito em sábado 24 março 2012 11:04

Como dizia a música da abertura da novela "A Vida da gente', Oração ao Tempo, de Caetano Veloso, interpretada por Maria Gadú:

"És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo…

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo…

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo…

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo…

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo…

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo…

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo…

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo…

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo…

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo…"

O tempo é mesmo implacável, quando queremos que passe, ele teima em ficar, quando queremos que fique, ele simplesmente nos escapa... tempo é coisa que não tenho tido ultimamente, por isso não tenho escrito no blog dos meninos, com um bebê de 2 meses que mama, um menino de 3 anos que quer chamar a atenção e por isso está mais teimoso que nunca e ainda aulas e uma monografia para fazer, estou mesmo sem tempo...  mas assim que tiver uma oportunidade, passarei aqui para contar as novidades...

Só uma palhinha... ontem a Luisa foi na pediatra, está tudo ótimo com ela, ela está com 62cm e 6575g, enorme para quem ainda não fez nem 3 meses e por aí vem mais roupinhas perdidas... Abraços a todos, assim que o tempo não me escapar, escrevo.

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1 Andar, 2 Falar, 3 Imaginar... o que vem por aí?  (Guilherme - Quarto Ano) escrito em sábado 18 fevereiro 2012 19:22

Observando o desenvolvimento do Guilherme, cheguei à seguinte conclusão:

Durante o primeiro ano, o bebê está totalmente focado em aprender o controle motor, tentando aprender aquilo que é necessário para que ao final do ano ele saiba andar. Primeiro aprende a virar, depois a sentar apoiado, depois a sentar sozinho, aí aprende a ficar de pé com apoio e já ensaia os primeiros passinhos se apoiando na grade do berço, depois fica em pé sozinho e vai se aventurando em seus primeiros passos de um objeto a outro, de cadeira em cadeira, da cadeira para a mesa, arrastar objetos também lhe parece interessante, até que um belo dia, ele simplesmente se solta e sai andando, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo... e acontece mesmo assim, repentinamente, um dia ele anda se segurando e no dia seguinte ele sai dando seus passinhos sozinho, sem se segurar em nada... momento dos mais especiais.

No segundo ano, parece que o controle motor perde um pouco a relevância, apesar de que eles continuam a se desenvolver bastante nessa área, é quando aprendem a correr, a pular, a subir e descer, a dançar, enfim, eles melhoraram muito as habilidades adquiridas nessa área durante o primeiro aninho,mas sua atenção parece estar voltada para outra habilidade tão importante quanto andar, o falar. Eles passam o segundo ano inteiro aprendendo pequenas palavras que primeiro são meio ininteligíveis, depois passam a ser bem mais explicadas e não mais "entendíveis" somente pelos pais e parentes próximos, depois eles começam a juntar paravras, geralmente verbos + complemento para conseguir o que querem e finalmente, próximo dos dois aninhos, um pouco antes ou depois, eles se tornam grandes repetidores, passam a reproduzir quase tudo o que escutam, inclusive em outros idiomas, mesmo que não entendam nada do que estão falando e nem queiram se expressar com isso, parece que a grande diversão é a brincadeira de conseguir reproduzir o som escutado. Também acontece repentinamente, um dia ele é um bebê que só fala mamã, papá, dá, abô, tchau, não e, no dia seguinte, fala frases como "eu quero suco de acerola, mamãe" e parece que quanto mais difícil a palavra, mais lhes interessa aprender, tamarindo, carambola, hipopotamo, tartaruga, eles não se cansam, até que simplesmente conseguem reproduzir tudo o que escutam... aí mora o perigo, agora não podemos mais falar tudo na frente deles... a censura em nossa linguagem se torna necessária.

Aos três anos, fase que o Guilherme está agora, ele já anda, corre, pula e se movimenta com muita desenvoltura, já fala de tudo, palavras fáceis e difíceis, canta várias músicas de cor, conta histórias que lhe aconteceram com riqueza de detalhes, sempre se fazendo entender muito bem, mas eis que surge uma nova fase... o imaginar... Agora ele consegue inventar toda uma fantasia, toda uma história tirada de sua cabeça, inclusive com amigos imaginários, humanos ou não... Atualemente ele tam vários amiguinhos sapinhos, ele diz que eles aparecem quando ele vai tomar seu banho, então ele faz o gesto como se estivesse apanhando algo no chão e vai colocando os sapinhos imaginários um a um na palma das mãos e os segura com bastante cuidado para que não caiam e se machuquem, os coloca para dormir em uma caixinha de madeira em seu quarto (essa foi a saída que encontrei para que ele fosse dormir sem se preocupar que os sapinhos fugissem de duas mãos). Vez por outra ele veste sua sunga e diz que vai para a praia, pega seus brinquedos de praia e leva tudo para a varanda, lá escolhe uma área que é a praia com mar, areia e tudo o mais, ele se lembra inclusive de passar o protetor solar imaginário, pra não queimar do sol, ele diz, ainda fala que não devemos abrir os olhos no mar porque a água é salgada e arde... uma figura esse Guilherme. Muitas são as histórias que inventa atualmente, sempre fascinante ver como consegue imergir nesse mundo completamente inexistente, essa fase me lembra bastante os desenhos dos Backyardigans, Princesinha e Meu Amigãozão, todos do Discovery Kids, todos tratam desse tema, dessa capacidade de imaginar, de criar, de ser aquilo que se deseja simplesmente vestindo uma roupa diferente ou colocando uma panela na cabeça como o Menino Maluquinho.

Enfim, não sei que fases ainda estão por vir, mas estou adorando essa fase inventiva e criativa e adoro entrar em suas histórias e mostrar para ele que elas também podem ser reais para mim, que também não perdi essa capacidade de ser criança também.

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2 semanas fazem toda a diferença  (Luisa - Primeiro Ano) escrito em sábado 18 fevereiro 2012 18:48

Guilherme nasceu no dia em que faria 37 semanas de gestação, nasceu muito bem, com indice Apgar 9-10, não teve problemas respiratórios, o que é o mais comum em bebês prematuros e ficamos no hospital por apenas 24h.

Luisa nasceu no dia exato em que completou 39 semanas de gestação, também teve indice Apgar 9-10,´mas por ter nascido à noite, ficamos um dia e meio no hospital.

Até aí, ambos tiveram nascimentos bem parecidos, ambos de parto cesariana, ambos nasceram muito bem, sem problemas, mas depois foi que percebi a grande diferença que essas duas semanas a mais na barriguinha da mamãe fazem para o bebê.

Guilherme teve ictericia, tinha de tomar 30 minutos de banho de sol por dia para poder melhorar. Luisa não teve icterícia e toma apenas 5 minutos de banho de sol pela manhã e à tarde.

Guilherme teve refluxo e vomitava todo o leite que bebia, fosse leite materno ou leite em pó, fez tratamento com Motilium até quase um ano, quando melhorou e graças a Deus não teve mais episódios de vômito freqüente, vez por outra ainda acontecem quando ele tosse demais ou quando se engasga, mas nada comparado a quando era recém-nascido. Luisa não teve refluxo, apenas regurgita normalmente e nem acontece em todas as mamadas, o leite que sai é bem talhado, gofada mesmo, bem diferente dos vômitos volumosos e liquidos do Guilherme.

Luisa é bem mais esperta, com um mês e meio já nos acompanha com o olhar por algum tempo, quando colocada para brincar de bruços já ensaia uma virada e sustenta a cabeça por algum tempo. É bem mais "durinha" que o Guilherme na mesma idade, enquanto ela já consegue sustentar sua cabeça pratiamente em todas as posições, o Guilherme nessa idade era bem mais parecido com um bebê recém-nascido, mais molinho e frágil.

O Guilherme perdeu bastante peso ao nascer, com dez dias ele havia perdido quase 200g, enquanto que a Luisa ganhou 35g nesses mesmos dez dias iniciais, mostrando que seu sistema digestivo também já estava mais desenvolvido.

As cólicas vieram para ambos, mas enquanto que o Guilherme chorava estridentemente e incessantemente das 18 às 21h diariamente, parecendo que nenhum remédio aliviava suas dores, a Luisa também tem suas crises de cólicas que aparecerem um pouco mais tarde, das 20 às 23h, mas seu choro é mais contido, mais uma reclamação, um incômodo e ela parece melhorar bem quando toma o remédio para a dor.

Enfim, comparando minhas duas experiências, hoje acredito que quanto mais tempo for possível manter o bebê no aconchego da barriga, melhor será para ele depois de nascer.

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